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Segurança em primeiro lugar

30/04/2018

Roteiro traçado, veículo elétrico portátil em ordem e pronto para rodar.  Você mal pode esperar para sentir novamente o vento no rosto e percorrer as ruas em liberdade. Mas se lembrou de dar uma atenção especial para o seu equipamento de proteção individual (EPI)?

A resolução 465 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) obriga os usuários de veículos portáteis elétricos a se equiparem com capacete, mas especialistas também recomendam que se utilize joelheiras, protetores de punho e cotoveleiras como forma de se proteger de acidentes graves que possam acontecer. Prevenir nunca é demais!

Surgimento dos EPIs

Os primeiros equipamentos de proteção individual são oriundos dos elmos e armaduras que soldados utilizavam para se proteger dos inimigos. A utilização destes acessórios por civis só ocorreu quando se sentiu a necessidade de reduzir o número de acidentes por dia registrados nas fábricas, o que motivou a criação, em 1978, de diversas normas regulamentadoras de segurança no trabalho, as famosas NR, que tornaram obrigatórios a utilização destes equipamentos em diversas atividades.

No transporte, porém, o capacete só foi introduzido depois que Thomas Edward Lawrence, famoso oficial inglês, imortalizado pelo filme “Lawrence da Arábia”, morreu num acidente de moto, e, 1919, o que motivou o neurocirurgião que o socorreu a fazer um estudo sobre a “Perda desnecessária de vidas por pilotos de motocicleta devido a ferimentos na cabeça”. A pesquisa motivou o governo inglês a tornar o capacete obrigatório por motociclistas.

Foi apenas em 1974, porém, que surgiu o primeiro capacete desenhado e fabricado para ciclismo, feito de Poliestireno Expandido (EPS). A padronização funcional do equipamento só aconteceu em 1984, pelo comitê norte-americano ANSI.

Capacete

“É desconfortável e quente. Isso bagunça meu cabelo. Eu estou indo apenas a uma curta distância. Eu não vou cair, então eu não preciso de um. Estas são apenas algumas das justificativas que as pessoas dão para não usarem capacetes enquanto  patinam, andam de bicicleta, scooters, monociclos elétricos ou motocicletas”, explica o médico James Young, especialista em medicina física e reabilitação, responsável por um estudo realizado pelo Centro Médico da Universidade de Rush  (https://www.rush.edu/health-wellness/discover-health/helmet-safety-keep-lid-it) que mostrou  que os capacetes usados corretamente podem prevenir de 10% a 16% das mortes ocorridas em acidentes.

Segundo o especialista, o impacto na cabeça pode causar concussão ou fratura craniana aberta, e mesmo ferimentos aparentemente leves, podem causar problemas comportamentais e cognitivos permanentes, como perda de memória, incapacidade de concentração, distúrbios do sono e, em alguns casos, incapacidade permanente ou morte.

O médico, porém, faz um alerta: tão importante quanto usar um capacete é escolher um equipamento correto, sob o risco de ter apenas uma falsa sensação de segurança. Além de certificado pelo INMETRO, ao escolher o seu capacete, leve em consideração essas cinco dicas:

  • Os capacetes são projetados especificamente para cada tipo de atividade. Por isso, utilize o equipamento adequado para o que você pretende fazer. Verifique as instruções do fabricante antes de comprá-lo.
  • Se o capacete não couber em sua cabeça, não compre. Mais do que confortável, ele deve se manter firme sem se mover para nenhuma direção, ser encaixado facilmente e de forma uniforme em sua cabeça, ter fivela de segurança e ser de fácil ajuste.
  • As crianças têm necessidades especiais de capacete. Defina regras rígidas para a utilização e dê o exemplo, utilizando-os sempre!
  • Capacetes não são para sempre. Alguns deles, como os de bicicleta, são fabricados para suportar um único impacto. Por isso, em caso de choque, o melhor a fazer é substituir o seu equipamento.
  • O capacete, sozinho, não garante a sua segurança.  Seja cauteloso durante as suas atividades, obedeça aos sinais de trânsito, esteja atento aos carros, motos e bicicletas, prefira os horários de menos trânsito e planeje o seu percurso!

Outros acessórios de segurança

As luvas ainda são pouco utilizadas por ciclistas, motociclistas e por usuários de veículos elétricos portáteis, mas são fundamentais para amortecer o impacto com o chão em caso de queda. Preste atenção quanto ao ajuste do modelo escolhido: se ficar exatamente do tamanho da sua mão, escolha um par que seja um pouco maior. Às vezes, as mãos incham por causa do calor e se as luvas forem justas, poderão ficar desconfortáveis.

Protetores de pulso, joelheiras e cotoveleiras

Protetores de pulso ajudam a apoiar o pulso e reduzir as chances de quebrar um osso se você cair. Joelheiras e cotoveleiras reduzem a gravidade dos cortes e arranhões, além de evitar queimaduras pelo atrito no chão. Você também deve usar tênis fechado e antiderrapante, com cadarços presos.

Óculos

Os óculos podem evitar que estilhaços e grãos de areia o machuquem. Mas prefira os modelos desenhados especialmente para a prática de esportes, cuja armação é feita de material resistente e leve, com revestimento emborrachado para absorver impactos e minimizar lesões. Alguns deles oferecem uma tira elástica que, encaixada nas hastes por meio de pequenas travas, prende a peça atrás da cabeça, evitando que caiam durante a sua atividade. As lentes, por sua vez, devem ter sistema de ventilação e tratamento químico para não embaçarem. O que pode ser uma boa opção para os dias mais quentes.